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Trama

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Trama

Camp Half-Blood


Antes de serem criados o mar, a Terra e o céu, todas as coisas apresentavam um aspecto a que se dava o nome de Caos: uma informe e confusa massa, mero peso morto, no qual, contudo, jaziam latentes as sementes das coisas. A terra, a água e o ar estavam todos misturados. A terra não era sólida, a água não era líquida e o ar não era transparente.... Mas estavam, de fato, lá. Um borrão homogêneo com toda a expectativa do vir a ser, porém, sem a independência necessária para sê-los por si só. Foi então que certo dia, um deus a que ainda hoje não se atribui um nome, junto com a Natureza, decidiu finalmente intervir, colocando um fim em toda a discórdia do ser inicial. Separou a terra do mar e o céu de ambos, espalhou a parte ígnea para formar o firmamento, despejou o ar sobre essa base, por ser mais leve e mais volátil. A terra, sendo a mais pesada, ficou para baixo, e a água ocupou o ponto inferior, fazendo-a flutuar.

Com tudo dividido, bastou empregar seus bons ofícios para arranjar e dispor as coisas em seu lugar. Determinou, então, aos rios e lagos seus lugares. Levantou planícies e cavou vales, distribuiu os bosques, as fontes, os campos férteis e as áridas planícies. Os peixes tomaram a posse dos mares, as aves, do ar, e os quadrúpedes, da terra... Porém, tornara-se necessário um animal mais nobre. Assim por Prometeu, foi feito o homem: com o porte ereto, de maneira que, enquanto os outros animais têm o rosto voltado para baixo, olhando a terra, pudesse levantar a cabeça para o céu e olhar as estrelas. A semelhança dos deuses, a imagem da nobreza, criado por um titã com a terra recém separada do céu e água também repleta de material divino.

Estando, assim, povoado o mundo, seus primeiros tempos constituíram uma era de inocência e ventura, chamada Idade de Ouro. Reinavam a verdade e a justiça, embora não impostas pela lei, e não haver juízes para ameaçar ou punir. As florestas ainda não tinham sido despojadas de suas árvores para fornecer madeira aos navios, nem os homens haviam construído fortificações em torno de suas cidades. Espadas, lanças ou elmos eram objetos desconhecidos. A terra produzia todo o necessário para o homem, sem que este se desse ao trabalho de lavrar ou colher. Vicejava a primavera perpétua, as flores cresciam sem sementes, as torrentes dos rios eram de leite e de vinho, o mel dourado escorria dos cavalos.

Seguiu-se a Idade de Prata, inferior à de Ouro, porém melhor do que a de Cobre. Deméter reduziu as primaveras e dividiu o ano em estações. Pela primeira vez o homem teve de sofrer os rigores do calor e do frio, e tornaram-se necessárias as casas. As primeiras moradas foram as cavernas, os abrigos das árvores frondosas e cabanas feitas de hastes. Tornou-se necessário plantar para colher. O agricultor teve de arar a terra com a ajuda do boi.

Veio, em seguida, a Idade do Bronze, já mais agitada sob a ameaça das armas, mas ainda não inteiramente má. A pior foi a Idade de Ferro. O crime irrompeu como uma inundação, a modéstia, a verdade e a honra fugiram, deixando em seus lugares a fraude e a astúcia, a violência e a insaciável cobiça. Os marinheiros estenderam as velas aos ventos e as árvores foram derrubadas nas montanhas para servir de quilha aos navios e ultrajar a face dos oceanos. Surgiu a guerra e a desgraça, o medo e o ódio, a difamação e a luxúria. Os filhos assistiam a queda dos pais em busca de herança, maridos e esposas se matavam por bens materiais... A Terra aos poucos ficou úmida de sangue e, frente a tanta desonra e maldade, os deuses aos poucos iam a abandonando... Mas foi só

quando Astéria, deusa da pureza e inocência, partiu, que a seriedade foi realmente comprovada. Não restava mais nenhum ser divino que velasse por toda a Criação.

Vendo o estado em que chegaram as coisas, Zeus não pôde mais aceitar. Convocando todos os deuses para um conselho, o rei do Olimpo expôs sua frustração e encerrou suas palavras com o anuncio de sua intenção de destruir todos os habitantes da Terra para fazer surgir uma nova raça, mais digna de viver e mais disposta a cultuar os deuses. Apoderou-se de um de seus raios e, quando prestes a atira-lo, foi avisado pelos outros do perigo que um incêndio poderia trazer ao próprio céu. Mudou então de ideia e resolveu tudo inundar. O vento norte, que espalha as nuvens, foi encadeado. O vento sul foi solte e breve cobriu todo o céu com escuridão profunda, a umidade empurrada por ele rompeu-se em fragor. Torrentes de chuva caíram, as plantações inundaram-se, o trabalho do ano do lavrador pereceu em uma hora. Poseidon foi convocado para ajudar o deus dos céus. Os rios se soltaram e se lançaram sobre a terra, cada pequeno canto estremeceu com terremotos, o refluxo dos oceanos invadiram os litorais e avançaram um tempo mais. Rebanhos, animais, homens e casas foram engolidos pelo temporal naquela imensa praia que se formou do mundo onde a areia nunca era vista e as construções ainda se impunham sob o mar.

Apenas o Parnaso ultrapassava as águas. Um pequeno cume em todo aquele azul... Mas protegido pelos deuses e impossível de ser alcançado. Ali apenas Deucalião e sua esposa, Pirra, foram poupados daquela chacina. Ele um homem muito justo, ela uma mulher muito devota. Ambos marcas da raça original, criada por Prometeu, puros como eram os seres da Idade de Ouro. Zeus estava certo em não lhes fazer algum mal... Mas isso não se deu apenas pela bondade. Quando o vento sul foi novamente aprisionado e as águas voltaram para seu lugar, os divinos guiaram o casal para descerem o morro, encontrando no vazio todo o anseio por vida nova. A terra estava novamente limpa, a pureza reinava sobre a criação. Apolo lhes profetizou para que jogassem os ossos de suas mães por sobre os ombros e criassem nova raça, e assim foi: Da mãe terra, os ossos foram retirados em forma de pedras e jogados para trás como memórias que se deve esquecer. Das mãos de Pirra, vieram as mulheres, das de Deucalião, os homens. Cada qual surgindo do barro e da vontade, do desejo inesgotável de servir os deuses. Todos levavam em si uma parte de Gaia e obediência. Todos provinham do casal que foi poupado.

A nova era dourada começou e perdurou... Até o homem novamente se corromper. Temos, agora, novo ódio e novo sangue, mas em condições novamente banais. O ciclo se completa e a única coisa a se fazer parece ser recomeçar. Uma nova raça, uma mais digna de viver e mais devota às divindades.

Mensagem por Poseidon em Ter Out 14 2014, 16:36

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